Para
muitas pessoas, o acesso à educação não é algo tão simples quanto se possa
imaginar a princípio. Dificilmente saberemos de alguém que nunca tenha tido o
desejo de se formar e possuir um diploma reconhecido, ou ter uma profissão que
necessite de certo grau de estudos. Contudo, muitos não conseguem, seja por
dificuldades financeiras, de acessibilidade, de oportunidade, ou de uma série
de obstáculos que podem se apresentar a quem busca uma formação.
No
Brasil, parece houve certa evolução nesse sentido. Atualmente mais pessoas
estão sendo alfabetizadas do que nos séculos anteriores, e muitas outras estão
alcançando o ensino superior. Essa melhora se deve em grande parte a
determinadas mudanças que ocorreram no cenário da educação. Entre essas
mudanças podemos ressaltar a implantação de políticas pedagógicas, como as
voltadas para a educação de jovens e adultos (EJA), ao surgimento da Educação a
Distância (EaD) e também á utilização de novas tecnologias, que facilitaram
muito o acesso à informação e melhoraram os canais de comunicação.
É
de conhecimento geral que uma grande transformação vem acontecendo na sociedade
devido às revoluções tecnológicas dos últimos tempos. As tecnologias de
informação e comunicação (TICs) trouxeram uma série de “ferramentas” que, entre
outras coisas, permitiram um grande aumento na produção de conhecimentos. As
instituições de ensino tiveram que se adaptar à nova situação, passando por
muitas mudanças, principalmente na modalidade de Educação a Distância. Complementando essa visão, está o discurso do
Professor Moran (2005), que mostra que, principalmente na EaD, grandes
transformações ocorrerão em um breve período, sendo as instituições obrigadas a
se preparar para o novo paradigma.
Como
resultado dos brilhantes recursos trazidos pelas inovações tecnológicas, surgiu
a cibercultura, que tem por base um espaço virtual em que são usados
computadores ligados em rede para que as pessoas se comuniquem. O surgimento da
Internet permitiu a criação desse ciberespaço – termo este criado por William
Gibson em 1984. O fato é que a comunicação atrás de um computador permitiu que
muitas pessoas que antes não se interagiam pudessem aparecer em pé de igualdade
com as outras. Sejam por bloqueios psicológicos, timidez, ou por não poderem
estar presentes em um determinado lugar, muitas pessoas deixam de participar em
encontros, reuniões, atividades educativas. Essas pessoas encontraram um canal
para superar problemas que antes não poderiam resolver, e se beneficiaram
ingressando em redes sociais, fazendo pesquisas em bancos de dados virtuais e
até obtendo uma formação superior no Ensino a Distância.
O
benefício desse espaço virtual é tanto, que hoje quase não se vê uma
instituição que não utilize esta tecnologia, ou um estudante que não tenha
acesso à Internet através de um smartphone. Esse fato mudou até mesmo a forma com
que os educadores se relacionam com os alunos. Essas tecnologias permitiram ao
aluno ter mais autonomia no processo de aprendizagem, tornando o papel do
professor mais de orientar do que ensinar.
O
ciberespaço, contudo, não trás apenas benefícios, ele também tem certos perigos
que o usuário não pode deixar de considerar. Como é um espaço onde se tem
bastante liberdade, pessoas mal intencionadas ou criminosas podem fazer com que
inocentes se tornem de vítimas de crimes. Esta abordagem sobre os aspectos positivos
e negativos do uso das TICs se tornou um assunto polêmico. Alguns estudiosos
como Zygmunt Bauman (2001), por
exemplo, que ressaltam consequências negativas do uso de tanta
tecnologia, enquanto outros como Paulo Freire (1984) afirmam que o uso destes
recursos é algo muito positivo. Ele se declarava favorável ao avanço da ciência
e da tecnologia e enfatizava que o uso da máquina é importante para o homem
adquirir maior sabedoria, apenas ressaltava que era importante refletir sobre o
uso dessas novidades na Educação.
Seja
como for, é importante que haja uma orientação para quem se lança no mundo
virtual. Com certa instrução é possível evitar uma série de aborrecimentos,
bastando para isso não entrar em sítios desconhecidos, não abrir arquivos estranhos
e evitar fornecer dados pessoais a quem não for de confiança.
Mesmo
que o acesso a estas tecnologias apresentem alguns pontos negativos, suas
contribuições são muito maiores e importantes. Seu papel no processo de
inclusão ao conhecimento é fundamental, ainda que existam tantas dificuldades a
serem superadas. É claro que a simples existência desses recursos, e o fato do
aluno ter um computador em casa não são suficientes para que o problema seja
resolvido. A tecnologia é apenas parte do processo de inclusão, sendo
imprescindível que os excluídos sejam preparados para usar esses recursos de
forma consciente.
REFERÊNCIAS
Montanaro, Paulo. Livro Eletrônico “A Inclusão Digital na Sociedade em
Rede”. Disponível em: <https://ead2.sead.ufscar.br/mod/book/view.php?id=223984&chapterid=113727>. Acesso em outubro/2017.
MORAN,
José Manuel. Tendências da educação
online no Brasil. Disponível em: <http://pedagogia-unir.blogspot.com.br/2009/11/tendencias-da-educacao-on-line-no.html> Acesso em outubro/2017.
BAUMAN, Zygmunt. Modernidade Líquida. Disponível em
FREIRE,
Paulo. Paulo Freire e a Tecnologia. Disponível em:
<http://sipaduacosta.blogspot.com.br/2013/05/paulo-freire-e-tecnologia.html>. Acesso em: outubro/2017.
Olá Marcio,
ResponderExcluirAssim como você disse que a melhora no processo educativo se deve em grande parte a determinadas mudanças que ocorreram no cenário da educação. Entre elas o surgimento da Educação a Distância (EaD) e também á utilização de novas tecnologias, que facilitaram muito o acesso à informação e melhoraram os canais de comunicação.
Vemos assim, que a tecnologia oferece recursos e possibilidades para que se possam atingir objetivos específicos no processo educacional, sendo assim um fator pra superar barreiras, levando o aluno a interagir como seu meio e com os recursos nele existentes. Assim, como dito anteriormente que a tecnologia é a ferramenta e nós os agentes transformadores, podemos complementar que o educador musical é muito mais do que um mero repassador de informações, mas é o responsável por favorecer e instigar o processo de desenvolvimento pessoal e musical do aluno.
Por isso o convido a conhecer meu blog e trocarmos informações.
Segue meu blog: http://manzonirafael.blogspot.com.br/
Grande abraço
Olá Rafael.
ResponderExcluirObrigado pela contribuição. Estou lendo os texto de seu blog, que a princípio estão muito bem fundamentados.
Abraço.